Psicose: o filme é melhor que o livro?

Recentemente comprei um kindle (só recentemente pois sempre fui o tipo de pessoa que não troca livro físico por nada – depois eu conto mais sobre isso) e o primeiro livro que li na plataforma foi Psicose, de Robert Bloch, obra que inspirou o filme de mesmo nome do nosso (meu, pelo menos) queridíssimo Alfred Hitchcock. Já ouvi falar algumas vezes que, nesse caso particular, o filme é melhor que o livro. Será?

Li sem esperar muita coisa, afinal eu já conhecia a história, contada por um gênio do cinema (puxo o saco do titio Hitch mesmo, vocês me perdoem). Mas não é que a narrativa entrecortada do titio Robert (prometo que é a última vez que uso titio nesse texto) também nos mostra um outro tipo de genialidade? Os capítulos vão e vem, cada um mostrando o ponto de vista de um personagem diferente, coisa que Hitchcock conseguiu passar muito bem pra tela: não temos um protagonista narrador, ou uma história centrada em um só personagem, muito pelo contrário, todos eles participam ativamente.

A leitura é rápida e cativante! Por mais que você saiba o que vai acontecer (pra quem já viu o filme, claro), é interessante ver como a trama se desenvolve. Claro que o elemento surpresa, que é um dos pontos mais altos do livro, fica um pouco comprometido para quem já sabe o desenrolar da história, a final, spoiler bom é spoiler morto, não é mesmo?

Norman Bates foi inspirado em Ed Gain, um serial killer que ficou conhecido como Assassino de Wisconsin (e serviu de inspiração para outros personagens famosos do cinema, como Leatherface, vilão de O Massacre da Serra Elétrica). Assim como Gain, Norman tem uma mãe dominadora, que abala seu psicilógico até chegar ao que o psiquiatra do livro chama de “maldita trindade” (Norman não é uma pessoa só, mas sim três). Toda essa profundidade psicológica é super bem desenvolvida na trama, uma das coisas que não nos deixa desgrudar os olhos do livro!

Se você já viu o filme, te sugiro prestar bastante atenção nas entrelinhas, no que não está escancarado, para poder tirar o melhor proveito possível da obra. Mas não deixe de ler! Se você é fã do filme ou fã da série Bates Motel (que aprofunda a relação de Norman com sua mãe de uma forma bem interessante – mas isso fica pra outro post), agradeça a Robert Bloch por ter criado esse universo de psicopatia tão bem amarrado e bem construído!

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